Sempre fiz para mim próprio as anilhas de madeira e corda que me seguraram os diferentes lenços de ESCUTEIRO que tive ao pescoço nos últimos 33 ANOS.
Foram surgindo tantos pedidos que resolvi dedicar o meu tempo livre a construir anilhas, essencialmente de cana e madeira, num processo totalmente artesanal e laborioso.

Tradutor

domingo, 22 de abril de 2018

NO MEU LENÇO ... SORRI UMA RAPOSA!

Às vezes acontece ... faço anilhas idênticas a outras que já tinha feito! Confesso que em nada me interessa o trabalho "em série" ... e como é sempre (quase sempre) outro o lenço que vai usar o que eu fiz nascer, faz sentido que a peça seja o mais personalizada possível!

Claro que fica sempre a possibilidade de aproveitar o desenho de base para fazer outra idêntica ... mas há sempre uma que foi a primeira a ser feita. É este o caso. Recentemente, publiquei a anilha 1009 - RAPOSA no grupo do facebook que mantenho e, sem me lembrar mais do caso, de imediato, tive a grata reacção da escuteira "Raposa Sorridente", Dirigente da Região do Porto e proprietária da primeira que fiz do género, sorridente ela mesma e feliz por ter no seu lenço a presença da anilha que lhe tinha feito, a 878 - RAPOSA.

Ficam as fotos desta "primeira" Raposa feita por mim.








Obrigado X. pela autorização para a publicação das fotos. Uma forte e muito amiga CANHOTA. Está perfeitamente visível que a anilha está muito bem entregue a este lenço. Continua a sorrir!




sábado, 21 de abril de 2018

ASSIM NASCE ... UMA ANILHA FLOR DE LIS

Alguns perguntam (e já me fizeram esta mesma pergunta de outros continentes) como se faz uma anilha ... qual é o "segredo"?

A resposta é sempre simples: gosto pelo que se faz, respeito por quem e para quem se faz e muito , muito, muito ... trabalho manual e paciência.

Sobre o trabalho manual, revelo aqui e agora algumas das fases por que passam as minhas anilhas (no caso um dos modelos de flor de lis que mais vendi até hoje), da concepção à peça final, numa sequência de cinco fotografias legendadas.

Ficam por mostrar as minhas ferramentas mas revelo, sem qualquer problema, que se tratam simplesmente de um lápis de grafite ou caneta de tinta azul ou preta; de uma serra de joalheiro (são três, por acasoa é a melhor de todas foi oferecida por outro artesão - Frederico Valerde, artesão joalheiro com atelier em Chaves) com lâmina superfina (para madeira e metal) para cortes mais precisos; um bisturi (são quatro ...) com lâminas do nº10 ao nº24, super afiadas; lixa para madeira (de todos os tipos de grão, formatos e feitios); cola branca e verniz ou laca e respectivos pincéis ao que acrescento as vulgares molas de roupa, que uso para a secagem do verniz e ... 

... o resto é o acima descrito já: gosto pelas manualidades artesanais, respeito por quem as adquire e muitas horas de puro prazer.

No caso desta anilha em especial, deixo como indicativo que entre o desenho inicial e a flor de lis pronta para colar (fases de desenho, corte, desbaste e lixa) decorreram cerca de 2 horas, ao que se podem acrescentar mais um dia para a colagem estar completa e perfeita e mais uns dois ou três para o produto final passar pelo teste mais rigoroso e picuinhas que conheço - a primeira avaliação pelos que me estão mais próximos (e já houve rejeições que foram parar ao caixote de reciclagem) - e estar em condições de ser apresentado ao respectivo "lenço" que a vai adquirir e usar a partir daqui!

Chega de palavras e vamos ás fotos:


1. O desenho da forma pretendida


(repararam no pequeno número inscrito na peça?  ... é que neste dia comecei a fazer precisamente 12 anilhas semelhantes a esta para outros tantos lenços de dirigentes ... fora as restantes encomendas!)


2. A peça já serrada e com os primeiros "sulcos" feitos a bisturi




3. Os primeiros "desbastes" feitos a bisturi e/ou canivete, a preparar para a fase de "lixagem"



4. Em plena fase de secagem depois de aplicada a primeira camada de verniz (ainda faltam uma ou duas camadas mais ...)




5. O resultado final - anilha colada, envernizada e seca!



e, por fim um "quatro em um"


(Não há - felizmente - duas iguais, repararam?)


Numa mensagem final diria apenas que espero ter contribuído para que o trabalho dos artesãos e em especial o trabalho dos artesãos escuteiros/escoteiros e guias seja visto por todos como algo a respeitar e valorizar e ... muito obrigado a todos!



Fernando Reis, Mocho Atento

segunda-feira, 16 de abril de 2018

NO MEU LENÇO ... VIVE UM MOCHO!

São muitas as anilhas que eu fiz e faço. Isso é mais que certo. E algumas delas ficam-me gravadas na memória por vários motivos, ou porque são uma novidade (de design) para mim ou porque representam um desafio aliciante, só para dar dois exemplos. Algumas, todavia, têm um factor acrescido a toda esta adrenalina: destinam-se a pessoas especiais!

Esta, por exemplo, destinou-se a uma Lobita do Sul do País, oferecida por uma familiar, ex-escuteira (isso existe?) e tem todos os ingredientes para eu a considerar como uma das melhores que fiz (sem desprimor nenhum para as restantes) até hoje.

Obrigado T. e S. pela partilha da foto - e um grande VIVA para todos os "Mochos", como eu!



933 - MOCHO


933 - MOCHO NO RESPECTIVO LENÇO
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